29 de dez de 2010

O Congresso das Sumidades Carnavalescas


Sociedades carnavalescas.
As grandes sociedades que apareceram na segunda metade do século XIX não se limitavam aos desfiles carnavalescos. Seu prestígio se apoiava também em atividades sociais e políticas. Os integrantes das sociedades eram cidadãos participantes da vida nacional, abolicionistas e republicanos, e os grandes clubes funcionavam também como sociedades literárias e musicais. Nos chamados carros de crítica, tomavam posição contra abusos e erros das autoridades ou a propósito de questões em que a coletividade estivesse empenhada. O Congresso das Sumidades Carnavalescas foi responsável pelo primeiro desfile do gênero, em 1855. Surgiu logo depois a União Veneziana, de curta duração, e duas dissidências do Congresso das Sumidades: a Euterpe Comercial e os Zuavos Carnavalescos. Os Tenentes do Diabo desfilaram em préstito pela primeira vez em 1867 e fizeram história como uma das mais populares sociedades carnavalescas. Seus aficionados eram chamados baetas. Outras sociedades muito populares foram os Democráticos, cujos admiradores se chamavam carapicus, e os Fenianos, cujo nome é uma referência aos revolucionários irlandeses que lutavam contra os britânicos, aplaudidos pelos "gatos". A Embaixada do Sossego, o Clube dos Embaixadores, os Pierrôs da Caverna, o Clube dos Cariocas e os Turunas de Monte Alegre também saíam em préstitos, formados por batedores, carro abre-alas, uma comissão de frente montada, um carro-chefe, carros alegóricos e de crítica e banda de clarins.

Zé Pereira

Zé Pereira é uma forma de diversão carnavalesca caracterizada por um ou vários foliões tocando bumbos e desfilando em parada.

Zé Pereira
No Brasil
A constatação da existência de uma diversão carnavalesca conhecida como Zé Pereira em Portugal do século XIX parece apontar para a forte influência lusitana no surgimento da brincadeira no carnaval carioca. Há uma errônea, mas infelizmente consagrada versão, que atribui a "invenção" do Zé-Pereira a um português de nome José Nogueira de Azevedo Paredes, comerciante estabelecido no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Divulgada na maioria dos livros sobre carnaval, essa versão acabou ocultando toda uma série de influências que contribuíram para o surgimento dessa curiosa categoria carnavalesca. As raras referências sobre a tema na literatura carnavalesca são bastante desencontradas. Estas apontam o "surgimento" do Zé Pereira em 1846 (Moraes, 1987), em 1852 (Edmundo, 1987) ou em 1846, 1848 e 1850 (Araújo, 2000).
A principal razão dessa discrepância é o fato de que a categoria "Zé Pereira" só se fixaria anos mais tarde. Na segunda metade do século XIX, o termo era usado para qualquer tipo de bagunça carnavalesca acompanhada de zabumbas e tambores, semelhantes ao que chamaríamos hoje de bloco de sujo. Ferreira (2005) e Cunha (2002) abordaram o tema com profundidade destacando a multiplicidade de forma e conceitos que podiam envolver as diversas brincadeiras chamadas genericamente de Zé Pereira.
Um momento importante na fixação da brincadeira no imaginário da folia carioca seria a encenação, em 1869, de uma burleta carnavalesca intitulada O Zé Pereira carnavalesco. O sucesso da apresentação — uma espécie de adaptação livre da peça Les pompiers de Nanterre (Os bombeiros de Nanterre) — deveu-se, principalmente, à versão para o português da música-tema francesa que se transformaria num verdadeiro hino carnavalesco, sendo tocado até hoje:
                E viva o Zé Pereira.
                Pois a ninguém faz mal
                E viva a bebedeira
                Nos dias de Carnaval
A partir daí o conceito da brincadeira do Zé Pereira iria adquirir feições tipicamente brasileiras (e cariocas) associando-se à alegria característica das ruas da folia no Rio de Janeiro. O passo seguinte seria a "oficialização" do Zé Pereira através do estabelecimento de sua genealogia e de sua morfologia resumidas na obra de Moraes (1987).
Uma curiosidade: na cidade de Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, no período do Carnaval, pode-se assistir, ainda hoje, ao desfile de Zé-Pereiras, em forma muito semelhente à tradição portuguesa.
Em Portugal
Os grupos chamados "Zés-Pereiras" são característicos das festas e romarias do Norte de Portugal com maior incidência para o Entre Douro e Minho. Estes grupos desfilam pelas ruas tocando instrumentos de percussão - caixas de rufo, timbalões e bombos; assim como aerofones melódicos: pífaros e gaitas-de-fole. Recentemente a concertina, instrumento de grande expressão no Minho, tem sido introduzida nestes conjuntos.

Informações obtidas através das seguintes fontes:
    * ARAÚJO, Hiram. Carnaval: seis milênios de história. Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.
    * CUNHA, Maria Clementina Pereira (org.). Carnavais e outras f(r)estas. Campinas: Editora Unicamp, 2002.
    * EDMUNDO, Luiz. O Rio de Janeiro do meu tempo. Rio de Janeiro:Xenon, 1987.
    * FERREIRA, Felipe. O livro de ouro do carnaval brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.
    * MORAES, Eneida de. História do carnaval carioca. Rio de Janeiro: Record, 1987.
    * Dicionário Musical Brasileiro, Mário de Andrade
    * Brasil Musical - Viagens pelos ritmos e sons brasileiros. Tarik de Souza e outros
    * Dicionário de Música Brasileira-Folclórica, Erudita e Popular.
    * O carnaval carioca através da música - Edigar de Alencar
    * Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira
Em 29/12/2010

16 de dez de 2010

Batucada N°3 - The exciting rhythm of the wild brazilian carnival

Lado 1

1-      Batucada de apresentação
Solo de instrumentos rítmicos na seguinte ordem de apresentação:
a)     Pandeiro                                                   e ) Cuica
b)     Tamborim                                                 f ) Cavaquinho
c)      Reco-reco                                                  g) Berimbau
d)     A-go-gô                                                      h) Surdo

2-    Partido Alto
3-     Samba em vários andamentos


Lado 2

1-      Apito na batucada
2-     Samba de roda
 3- Improvisos na batucada
 4-     Ritmo de macumba
 
Esse disco foi idealizado e produzido por Armando Pittigliani, um dos maiores produtores musicais do Brasil. Ele produziu os primeiros discos de bossa-nova, gravados por Carlos Lyra, Nara Leão, Os Cariocas e Tamba Trio; também foi produtor de Baden Powell, Jair Rodrigues, Quarteto em CY, Jackson do Pandeiro, Agnaldo Timóteo, Elis Regina, entre muitos outros. Teve importante atuação nos festivais da canção, como jurado, colaborador e produtor. Foi ele que teve a idéia brilhante de gravar as prováveis canções vencedoras antes da final dos festivais. Assim, quando acontecia a final, e a vencedora era conhecida, a gravação estava pronta. No dia seguinte, as lojas já tinham o disco com as canções vencedoras nas prateleiras. Ele criou várias estratégias de marketing que ampliaram o público de artistas e o lucro das gravadoras, principalmente a Polygram, onde trabalhou por 38 anos. Em 1993,  desligou-se da PolyGram. Atualmente, é presidente da ASP Produções Artísticas Ltda., firma que presta assessoria a gravadoras e firmas de publicidade e atua na criação de projetos e produção de discos.
Esse disco, gravado em 1971, tem o objetivo de apresentar alguns ritmos tipicamente brasileiros, notadamente aqueles ligados ao samba. O disco é totalmente instrumental, e os ritmos são mostrados de forma bem didática. Embora tenha sido produzido no Brasil, a batucada instrumental, e o sub-título, em inglês, enfatizam a idéia de que o disco é voltado para o público estrangeiro. Também reforça essa idéia a foto da capa, com instrumentos rústicos e toscos - uns pedaços de tronco com uns couros velhos, amarrados com umas cordas igualmente primitivas, além dos trapos de pano como “enfeites”. Notem que esses tambores, que foram colocados aí na foto para dar a impressão de coisa do homem das cavernas, são bem diferentes dos instrumentos utilizados na própria gravação, que tem cavaquinho, tamborim, pandeiro, agogô, cuíca e outros instrumentos sofisticados. A tradução do título também mostra que a intenção do disco era mostrar o samba como uma coisa “primitiva”: Os ritmos excitantes do selvagem carnaval brasileiro. Ou seja, praticamente um elogio à barbárie. Deixando de lado esse preconceito tolo, o disco é excelente!

Cacuriá de Dona Teté - 1998

 

01 - Choro de Lera
02 - Jabuti - Jacaré
03 - Bananeira - Ladeira
04 - Divino
05 - Cabeça de Bagre
06 - Mariquinha
07 - Valsa
08 - Gavião
09 - Rolinha - Quirina - Rosa Menina
10 - A Cana
11 - Saia - Formiga
12 - Mulata Bonita
13 - Chapéu de Lenha - Agarradinho
Voz: Dona Teté
Caixas: Dona Teté - Beto Miranda - Cesar Peixiho - Totó
Banjo, violá de 6 cordas, violão de 7 cordas: Gordo Elinaldo
Flauta: Serra Almeida
Baixo: Waldeci e Junior
Clarinetes: Francisco Pinheiro
Teclados: Henrique Duailibe
Agogô e Afoxé: Paulinho Sabujá
Côro: Rosa - Soraya - Ayeram - Cecé - Zuza - Carlos - Nelson
Arranjos e Direção Musical: Gordo Elinaldo
Direção Geral e Produção: Nelson Brito

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Quando se pensa em cacuriá logo se associa a imagem de Dona Teté. A dança de roda foi criada pelo maranhense Aureliano Almeida, mais conhecido por Seu Lauro, em 1973. Teve origem no carimbó de caixeiras, brincadeira realizada no fim da Festa do Divino Espírito Santo, que ocorre sempre cinqüenta dias após a Páscoa. Dona Teté, àquela época, fazia parte do grupo de Seu Lauro como uma das tocadoras de caixa. A ramificação do Cacuriá cresceu bastante e houveram inovações, quando foram acrescentados alguns outros elementos na dança. Alguns elementos foram adicionados também ao ritmo, como o violão, a flauta e o banjo.

"O Cacuriá é uma dança de roda brincada nas ruas e praças de São Luís e tem origem na festa do Divino Espírito Santo. Após a derrubada do mastro, as caixeiras se reúnem para "vadiar", é o "lava-pratos", a que dão o nome de "carimbó de caixeira", "Baile de Caixa", "Bambaê de Caixa", eta, dependendo da região onde acontece.

Seu Lauro, artista popular que também botava Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula, criou a partir da musicalidade do movimento e dos versos desta festa a Dança do Cacuriá.

Dona Teté iniciou seu trabalho com o LABORARTE em 1980, quando foi convidada a ensinar o toque da caixa do Divino para o espetáculo teatral "Passos", a partir daí passou a integrar o elenco permanente do grupo. Artista popular de grande versatilidade, Dona Teté toca caixa, canta ladainha, dança tambor de crioula, tira reza em procissão emocionando o público, seja numa cena dramática no palco ou numa brincadeira de muita vibração e alegria na rua." Texto do encarte.

15 de dez de 2010

Documentos Sonoros Brasileiros - Cristão x Mouros Nas Danças Dramáticas Brasileiras - Vol.6

Faixas:

chegança "almirante tamandaré", laranjeiras, sergipe
01 os marinheiros cristãos avistam os mouros
02 embaixada do terceiro embaixador do rei mouro ao general cristão
03 embraixada do ministro do rei mouro ao general cristão
04 batalha entre cristãos e mouros
05 prisão das princesas mouras
06 os mouros vencidos recebem o batismo à força

congada do bairro são francisco, são sebastião, são paulo
07 os exércitos do embaixador invadem as terras do rei de congo

congada do serro, minas gerais
08 rendição do embaixador de lunada

caboclos do serro, minas gerais
09 embaixada do patrão marujo ao caboclo mestre

ticumbi de conceição da barra, espírito santo
10 marchas de rua e de entrada, entrada do ticumbi, volta e corrida dos contraguias
11 embaixadas entre reis de congo e reis de bamba
12 prisão do secretário do reis de bamba e declaração de guerra
13 guerra
14 empire, corpo de baile e ticumbi
15 roda grande e arretirada

Tambor de Crioula do Mestre Felipe - 1996

01-Cheguei
02-Pedreira
03-Boi bom caminhador
04-Tu já vai Maria
05-Maranhão sou eu
06-Mangueira
07-Parou pra quentar
08-Na igreja
09-Se tu vai me leva
10-Poeira-Adeus-Vou saindo
11-Vila de São Vicente-Galo boiou

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O Tambor de Crioula ou Punga é um brinquedo tradicional brasileiro,  seu canto e dança tem origem no período escravocrata. É praticado ainda hoje, mormente, por  afrodescendentes no estado do Maranhão. A dança realizada pelas mulheres, que se revezam no centro da roda, é marcada por evoluções e rodopios sensuais com atenção dirigida aos tambores, que  embalam com o batuque dos "coreiros" o canto coletivo.

A prática do Tambor de Crioula se dá por ocasião de: pagamento de promessa para São Benedito; festa de aniversário; chegada ou despedida de parente ou amigo;  comemoração pela vitória de um time de futebol; nascimento de criança; matança do Boi no bumba-meu-boi; festa de preto velho ou simples reunião de amigos. Portanto, não existe um dia determinado no calendário para brincar. Embora atualmente, o Tambor de Crioula seja visto com maior freqüência no carnaval e durante as festas juninas.

O improviso em torno da repetição do coro é uma das características das toadas. Os temas giram em torno da auto-apresentação, louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedida. 
Felipe Neves Figueiredo (nome de batismo), nasceu em 6 de Junho de 1924, numa família de "coreiros" em São Vicente de Férrer, na Baixada Maranhense, região rica de tradições negras. Em 1947 mudou-se para São Luís, retornando logo em seguida para sua terra.  Em São Luís iniciou um trabalho de oficinas (1979) no Laborarte, transmitindo assim seu saber para as novas gerações. Aos 84 anos de idade, brincante desde os 3 anos, Mestre Felipe nos deixou para animar terreiros mais elevados.

Canto da Fé

Lado A

1-     Quizumba de Rei (Ruy Maurity E José Jorge)  - Ruy Maurity
2-     Oxossi (Chico Batera) - Chico Batera
3-     São Jorge guerreiro (Homenagem a Camafeu de Oxossi)(Chocolate da Bahia e Paulo Sette) - Chocolate da Bahia
4-    Moça Bonita
(Jair Amorim e Evaldo Gouveia) - Angela Maria
5-     Promessa ao Gantois (Mateus e Dadinho) - Os Tincoãs
6-     Meu pai Oxalá (Toquinho e Vinicius) - Toquinho e Vinicius
7-     Canto da fé (Noca Colombo) - Zé Maria

Lado B

1-      Tributo às almas (joão Ricardo Xavier e Mariozinho de Acari) - Aparecida
2-     Xangô, o vencedor
(Ruy Maurity e José Jorge) - Ruy Maurity
3-     Rainha dos sete mares (Avarese, Lino Roberto e Alfredo Silva) - Elza Soares
4-     A deusa das águas (Osmar Nascimento e Carlos Olímpio) - Sósó da Bahia
5-     Santo Antonio (Folclore Baiano; adapt.: Chocolate da Bahia) - Chocolate da Bahia
6-     Pena verde (Pedro rainho) – Zé Maria

Esse disco, lançado em 1977, traz músicas da umbanda interpretadas por grandes artistas da música brasileira, como Chico Batera, Os Tincoãs, Elza Soares, Ângela Maria, Toquinho e Vinícius, entre outros. O disco foi produzido pela Soma, um selo pertencente à gravadora Som Livre, uma das maiores e mais poderosas do Brasil. Nessa época, grandes gravadoras apostavam nas músicas ligadas às religiões afro-descendentes; obviamente, não com o objetivo de preservar, divulgar ou valorizar essas práticas, mas porque esse som estava na moda, principalmente por causa do sucesso de Clara Nunes, que sempre assumiu ser umbandista, e interpretava, maravilhosamente, diversas canções desse universo. Difícil é selecionar as melhores canções do disco, porque todas são excelentes. Destaco Oxossi, de Chico Batera (Faixa 2 lado A), pela instrumentação inusitada para cantigas ligadas à umbanda, com uso de guitarra, baixo, bateria, e uma pegada muito roqueira.  Também Moça Bonita, de Evaldo Amorim e Evaldo Gouveia, interpretada por Ângela Maria, que não por acaso figura entre as grandes cantoras brasileiras. Por fim, não pode deixar de ser citada Rainha dos Sete Mares, de  Avarese, Lino Roberto e Alfredo Silva, na voz única e inconfundível de Elza Soares. Um disco para ouvir e lavar a alma.

Academia de Capoeira de Angola São Jorge Dois Irmãos Unidos do Mestre Caiçara

 
Face  A

1-     Capoeira de Angola (Mestre Caiçara)
2-     São Bento Grande (Mestre Caiçara)
3-     São Bento Pequeno (Mestre Caiçara)
4-    Samba de roda (Mestre Caiçara)

Face B

1-      Emburanê (Mestre Caiçara-Grácia Maria)
2-     Toque de capoeira de Angola
3-     Toque de capoeira de São Bento Pequeno
4-     Toque de capoeira de São Bento Grande
5-     Toque de capoeira de Santa Maria
6-     Toque de capoeira de samba de Angola
7-     Pisa na linha levanta o boi (Mestre Caiçara)
8-     Alô Mangueira (Mestre Caiçara-Grácia Maria)
A música é, sem dúvida, um dos fundamentos da capoeira. Ela não é apenas o fundo sonoro, de importância menor, que quebra o silêncio enquanto algo mais importante, o jogo, se desenrola. A música é parte crucial do ritual da roda de capoeira. Sem ela, o jogo da capoeira não tem como acontecer. No Brasil, duas vertentes da capoeira se tornaram muito conhecidas, e uma das duas é praticada pela quase totalidade dos capoeiras contemporâneos: a capoeira Regional e a capoeira Angola. Ambas apresentam instrumentação semelhante, embora existam diferenças nos ritmos tocados e em alguns aspectos rituais. Tanto na Regional quanto na Angola, o comando da roda de capoeira é do berimbau, indicando a importância da música. Em geral, há três berimbaus na roda: o gunga, que possui a cabaça maior; o médio, que possui a cabaça com tamanho intermediário; e o violinha, que possui a cabaça pequena. Obviamente, quanto maior a cabaça, mais grave é o som do instrumento. Cada berimbau desempenha uma função diferente na roda: o gunga, comandante da roda, faz a levada do ritmo sem variações; o médio acrescenta algumas viradas; o viola costuma permanecer sempre fazendo viradas e floreios. O início da roda se dá pelo toque do gunga, seguido pelo médio; depois, o viola; somente após os berimbaus estarem tocando, é que os demais instrumentos atuam: atabaque, pandeiro, agogô, reco-reco, palmas e canto. O andamento e os toques do berimbau definem o jogo da capoeira. As cantigas, em geral, tratam de temas ligados à própria capoeira. Há vários tipos de cantigas, cantadas de acordo com a ocasião, com o tipo de jogo. Elas são uma importante ferramenta da memória da capoeira, porque evocam os grandes mestres e seus feitos, e trazem o sentimento e as percepções dos capoeiristas do passado sobre a capoeira, a situação em que viviam, seus problemas, suas alegrias. Além disso, é comum que os capoeiristas elaborem suas músicas, que podem ser eternizadas pela repetição, nas rodas de capoeira, ou por gravações de discos. Este último recurso, contemporaneamente, vem sendo muito utilizado. Mas, até poucas décadas atrás, os registros das músicas da capoeira, conforme ocorrem nas rodas, não era algo tão comum. Daí o valor desse disco postado hoje. Gravado em 1973, traz um grande mestre da capoeira Angola, conhecido por Mestre Caiçara, cantando as músicas de capoeira do modo como são executadas no ritual. Além disso, o disco, didaticamente, apresenta os principais toques de berimbau associados à capoeira de Angola. O Mestre Caiçara, cujo nome era Antônio Conceição Moraes, nasceu em Cachoeira do São Félix, em 1924. Foi aluno de Mestre Aberrê. Frequentava a zona boêmia de Salvador, e era conhecido das figuras noturnas do Pelourinho. Segundo ele, começou a prática da capoeira aos 14 anos. Ele era bom cantador, e talvez isso o tenha motivado a gravar o disco. Faleceu em 1997, deixando um importante legado para a capoeira.

14 de dez de 2010

Wilson Batista em 78 rpm


1 - Por favor vá embora (Benedito Lacerda - Osvaldo Silva - Wilson Batista) - Samba gravado em 1932 na VICTOR - canta: Patrício Teixeira

2 - Desacato (Murilo Caldas - P. Vieira - Wilson Batista) - Samba gravado em 1933 na ODEON - cantam: Castro Barbosa, Francisco Alves e Murilo Caldas

3 - Ladrão de corações (Valfrido Silva - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1933 na ODEON - canta: Aurora Miranda

4 - Eu vivo sem destino (Osvaldo Santiago - Sílvio Caldas - Wilson Batista) - Samba gravado em 1933 na VICTOR - canta: Silvio Caldas

5 - Lenço no pescoço (Wilson Batista) - Samba gravado em 1933 na VICTOR - canta: Silvio Caldas

6 - Na estrada da vida (Wilson Batista) - Samba gravado em 1933 na VICTOR - canta: Luiz Barbosa

7 - Estás no meu caderno (Benedito Lacerda - Osvaldo Silva - Wilson Batista) - Samba gravado em 1934 na VICTOR - canta: Mario Reis

8 - Raiando (Murilo Caldas - Wilson Batista) - Samba gravado em 1935 na VICTOR - canta: Bando da Lua

9 - Não durmo em paz (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1936 na ODEON - canta: Carmen Miranda 1936

10 - Teu riso tem (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1937 na ODEON - canta: Silvio Caldas

11 - Canta... (Wilson Batista) - Samba gravado em 1937 na COLUMBIA - canta: Déo

12 - Cansei de chorar (Wilson Batista) - Choro gravado em 1937 na COLUMBIA - canta: Déo

13 - Meu último cigarro (Wilson Batista) - Samba gravado em 1937 na COLUMBIA - canta: Déo

14 - Perdi meu caminho (Wilson Batista) - Samba gravado em 1937 na COLUMBIA - canta: Déo

15 - Não sei dar adeus (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na ODEON - canta: Déo

16 - Ela é (Claudionor Cruz - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na ODEON - canta: Déo

17 - Será? (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na ODEON - canta: Déo

18 - Inimigo do batente (Germano Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na ODEON - canta: Dircinha Batista

19 - As pupilas do Senhor Bocage (Arnaldo Paes - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1939 na COLUMBIA - canta: Barbosa Júnior

20 - Mania da falecida (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

21 - Refletindo bem (J. Cascata - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na VICTOR - canta: Murilo Caldas

22 - Ó Seu Oscar (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

23 - Vale mais (Marino Pinto - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1939 na VICTOR - canta: Lolita França

24 - O gato e o rato (Arnô Canegal - Augusto Garcez - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1939 na VICTOR - canta: Odete Amaral

25 - Casinha pequena (Murilo Caldas - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1939 na VICTOR - canta: Lolita França

26 - Quando dei adeus (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1939 na VICTOR - canta: Odete Amaral

27 - Formosa argentina (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1939 na VICTOR - canta: Edmundo Silva

28 - A respeito de amor (Wilson Batista - Arnô Canegal) - Samba gravado em 1939 na VICTOR - canta: Edmundo Silva

29 - Senhor do Bonfim te enganou (Wilson Batista - Claudionor Cruz - Pedro Caetano) - Samba gravado em 1939 na ODEON - cantam: Dircinha Batista e Nuno Roland

30 - Vinte e cinco anos (Cristóvão de Alencar - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na ODEON - canta: Newton Teixeira

31 - Carta verde (Valfrido Silva - Wilson Batista - Armando Lima) - Samba gravado em 1940 na COLUMBIA - canta: Zila Fonseca

32 - Cowboy do amor (Roberto Martins - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1940 na COLUMBIA - canta: Anjos do Inferno

33 - Oh Dona Inês (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Aracy de Almeida

34 - Brigamos outra vez (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Aracy de Almeida

35 - Tá maluca (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

36 - Depois da discussão (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Odete Amaral

37 - História de criança (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Odete Amaral

38 - Deus no Céu e ela na Terra (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Carlos Galhardo

39 - Mariposa (João da Bahiana - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1940 na VICTOR - canta: Carlos Galhardo

40 - Chinelo velho (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Odete Amaral

41 - Com açúcar (Darci de Oliveira - Wilson Batista) - Batucada gravada em 1940 na VICTOR - canta: Moreira da Silva

42 - Bonde São Januário (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

43 - Grito das selvas (Augusto Garcez - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1940 VICTOR - canta: Silvino Neto

44 - Olho nela (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1940 na VICTOR - canta: Silvio Caldas

45 - Acertei no milhar (Geraldo Pereira - Wilson Batista) - Samba-choro gravado em 1940 na VICTOR - canta: Moreira da Silva

46 - N-A-O Til Não (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Newton Teixeira

47 - Um pedaço de mim (Custódio Mesquita - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Gilberto Alves

48 - Cidade de São Sebastião (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Francisco Alves

49 - É mato (Alvaiade - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Odete Amaral

50 - A voz do sangue (Valfrido Silva - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Newton Teixeira

51 - Gaúcho bom (Roberto Martins - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1941 na ODEON - canta: Gilberto Alves

52 - Senhor do Corcovado (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na ODEON - canta: Gilberto Alves

53 - Emília (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na CONTINENTAL - canta: Vassourinha

54 - A mulher que eu gosto (Ciro de Souza - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

55 - Esta noite eu tive um sonho (Moreira da Silva - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Moreira da Silva

56 - Eu não sou daqui (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Aracy de Almeida

57 - O Bonde São Januário (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Fox gravado em 1941 na VICTOR - interpreta: Heriberto Muraro

58 - Ganha-se pouco mas é divertido (Ciro de Souza - Wilson Batista) - Choro gravado em 1941 na VICTOR - canta: Aracy de Almeida

59 - Você é meu xodó (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

60 - Gênio mau (Rubens Soares - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Aracy de Almeida

61 - Papai não vai (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Violeta Cavalcanti

62 - Preconceito (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Orlando Silva

63 - Essa vida não é sopa (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1941 na VICTOR - canta: Patrício Teixeira

64 - Virou... virou (Roberto Martins - Wilson Batista) - Batucada gravada em 1941 na VICTOR - canta: Carlos Galhardo

65 - Hildebrando (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

66 - Vem amor (Alvaiade - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1941 na ODEON - canta: Odete Amaral

67 - Faz um homem enlouquecer (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1941 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

68 - Ai, ai, que pena (Davi Nasser - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na ODEON - canta: Francisco Alves

69 - No mundo da Lua (José Gonçalves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na COLUMBIA - canta: Déo

70 - Lealdade (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1942 na COLUMBIA - canta: Orlando Silva

71 - Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça (Cristóvão de Alencar - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na VICTOR - canta: Ciro Monteiro

72 - Terra boa (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na VICTOR - canta: Orlando Silva

73 - Duas janelas (Jorge Faraj - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na VICTOR - canta: Silvio Caldas

74 - Meus vinte anos (Sílvio Caldas - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na RCA VICTOR - canta: Silvio Caldas

75 - Largo da Lapa (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1942 na RCA VICTOR - canta: Carlos Galhardo

76 - O Juca do Pandeiro (Augusto Garcez - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

77 - Diagnóstico (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

78 - Louco (Wilson Batista - Antônio Almeida) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Orlando Silva

79 - Botões de Laranjeira (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Orlando Silva

80 - Quero um samba (Valdemar Gomes - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

81 - Gosto mais do Salgueiro (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

82 - Se não fosse eu (Haroldo Lobo - Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1943 na ODEON - canta: Quarteto Ases e Um Coringa

83 - Fala baiano (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na CONTINENTAL - canta: Anjos do Inferno

84 - É tudo meu (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na CONTINENTAL - canta: Anjos do Inferno

85 - Lá vem Mangueira (Haroldo Lobo - Wilson Batista - Jorge de Castro) - Batucada gravada em 1943 na CONTINENTAL - canta: Déo

86 - E o 56 não veio (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1943 na CONTINENTAL - canta: Déo
1943

87 - O princípio do fim (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1943 na CONTINENTAL - canta: Déo

88 - Cocktail de 44 (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1944 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

89 - Não tenho juízo (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1944 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

90 - Guiomar (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1944 na ODEON - cantam: Joel e Gaúcho

91 - Você já foi a São Paulo? (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1944 na CONTINENTAL - canta: Anjos do Inferno

92 - Como se faz uma cuíca (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1944 na VICTOR - canta: Anjos do inferno

93 - Rosalina (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1944 na CONTINENTAL - canta: Jorge Veiga

94 - Lavei as mãos (Marino Pinto - Wilson Batista) - Samba gravada em 1944 na CONTINENTAL - canta: Déo

95 - Nosso presidente continua (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravada em 1944 na CONTINENTAL - canta: Arnaldo Amaral

96 - Apaguei o nome dela (Haroldo Lobo - Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravada em 1944 na CONTINENTAL - canta: Arnaldo Amaral

97 - Não era assim (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravada em 1944 na CONTINENTAL - canta: Déo

98 - Parabéns para você (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

99 - Margarida (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na ODEON - canta: Quarteto Ases e Um Coringa

100 - Não sou Manoel (Roberto Martins - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1945 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

101 - O Alberto bronqueou (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

102 - Benedito não é de briga (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na ODEON - canta: Quarteto Ases e Um Coringa

103 - Outras mulheres (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1945 na RCA VICTOR - canta: Carlos Galhardo

104 - No boteco do José (Augusto Garcez - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1945 na RCA VICTOR - canta: Linda Batista

105 - Comício em Mangueira (Geraldo Augusto - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na RCA VICTOR - canta: Carlos Galhardo

106 - Cabelo branco (Orestes Barbosa - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na RCA VICTOR - canta: Carlos Galhardo

107 - Cabo Laurindo (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na CONTINENTAL - canta: Jorge Veiga

108 - Hilda (Haroldo Lobo - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na CONTINENTAL - canta: Jorge Veiga

109 - Elza (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na CONTINENTAL - canta: Roberto Paiva

110 - Que papagaio sou eu (Henrique de Almeida - Wilson Batista) - Samba gravado em 1945 na CONTINENTAL - canta: Dircinha Batista

111 - Memórias de um torcedor (Geraldo Gomes - Wilson Batista) - Samba gravado em 1946 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

112 - Louco (Ela é seu mundo) (Henrique de Almeida - Wilson Batista) - Samba gravado em 1946 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

113 - Argentina (Newton Teixeira - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1946 na ODEON - canta: Orlando Silva

114 - Gostei de você (Arlindo Marques Junior - Wilson Batista) - Samba gravado em 1946 na ODEON - canta: Orlando Silva

115 - Mulato calado (Benjamin Batista - Marina Batista) - Samba gravado em 1947 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

116 - Sapoti (José Batista - Marina Batista) - Samba gravado em 1947 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

117 - Um baile na chacrinha (Benjamin Batista - Marina Batista) - Marcha gravada em 1947 na RCA VICTOR - canta: Linda Batista

118 - Se u fosse rei (Benjamin Batista - Marina Batista) - Samba gravado em 1947 na CONTINENTAL - canta: Déo

119 - Lá vem o Ipanema (Arlindo Marques - Marina Batista - Roberto Roberti) - Samba gravado em 1947 na CONTINENTAL - canta: Déo

120 - Abgail (Orestes Barbosa - Wilson Batista) - Samba gravado em 1947 na ODEON - canta: Orlando Silva

121 - Mal agradecida (Bucy Moreira - Wilson Batista) - Samba gravado em 1948 na ODEON - canta: Aracy de Almeida

122 - Pedreiro Waldemar (Roberto Martins - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1948 na CONTINENTAL - canta: Blecaute

123 - Ai, Ari (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1948 na CONTINENTAL - canta: Jorge Veiga

124 - Pausa para meditação (Américo Seixas - Wilson Batista) - Samba-canção gravado em 1949 na CONTINENTAL - canta: Déo

125 - Taberna (Cícero Nunes - Wilson Batista) - Samba gravado em 1949 na CONTINENTAL - canta: Déo

126 - Se fosse minha (Marino Pinto - Wilson Batista) - Valsa gravada em 1949 na ODEON - canta: Dircinha Batista

127 - Eu também sou Batista (José Batista - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1949 na CONTINENTAL - canta: Os Cariocas

128 - Filomena, cadê o meu? (Wilson Batista - Antônio Almeida) - Samba gravado em 1949 na RCA VICTOR - canta: Anjos do Inferno

129 - Miss Mangueira (Wilson Batista - Antônio Almeida) - - Samba gravado em 1949 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

130 - Balazaqueana (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1949 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

131 - Complexo (Wilson Batista - Magno Oliveira) - Samba gravado em 1949 na TODAMÉRICA - canta: Elizeth Cardoso

132 - Sereia de Copacabana (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1951 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

133 - Meu drama (Ataulfo Alves - Wilson Batista) - Samba gravado em 1951 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

134 - Olhos vermelhos (Roberto Martins - Wilson Batista) - Samba gravado em 1951 na RCA VICTOR - canta: Anjos do Inferno

135 - Velho marinho (Wilson Batista - Alberto Ribeiro) - Samba-canção gravado em 1951 na TODAMÉRICA - canta: Orlando Correia

136 - Derrota (José Batista - Wilson Batista) - Samba gravado em 1951 na RCA VICTOR - canta: Gilberto Alves

137 - Pombinha branca (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1951 na RCA VICTOR - canta: Gilbero Milfonti

138 - Mundo de zinco (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1951 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

139 - Flor da Lapa (Wilson Batista - César Brasil) - Samba-canção gravado em 1952 na SINTER - canta: Ernani Filho

140 - Mercador (Wilson Batista - Ari Monteiro) - Marcha gravada em 1952 na RCA VICTOR - canta: Carlos Galhardo

141 - Chico Viola (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1952 na RCA VICTOR - canta: Linda Batista e Trio Madrigal

142 - Garota dos discos (Wilson Batista - Afonso Teixeira) - Samba gravado em 1952 na RCA VICTOR - canta: Quarteto Ases e Um Coringa

143 - Matéria plástico (Wilson Batista - Jair Amorim) - Marcha gravada em 1952 na RCA VICTOR - canta: Ângela Maria

144 - Minha linda hindu (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1952 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

145 - Volúvel (Wilson Batista - César Brasil) - Samba gravado em 1953 na SINTER - canta: Déo

146 - Datilógrafa (Jorge Faraj - Wilson Batista) - Samba gravado em 1953 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

147 - Uma casa brasileira (Wilson Batista - Everaldo de Barros) - Marcha gravada em 1953 na TODAMÉRICA - canta: Ademilde Fonseca

148 - Tá na cara (Wilson Batista - Carlos Alberto) - Marcha gravada em 1953 na SINTER - canta: Déo

149 - O cinzeiro de Zazá (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Marcha gravada em 1953 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

150 - História da Favela (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1953 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

151 - Martírio (Arlindo Marques Junior - Roberto Roberti - Wilson Batista) - Samba gravado em 1953 na TODAMÉRICA - canta: Orlando Correia

152 - Sistema nervoso (Wilson Batista - Roberto Roberti - Arlindo Marques Júnior) - Samba gravado em 1953 na TODAMÉRICA - canta: Orlando Correia

153 - A carta (Wilson Batista - José Batista) - Samba gravado em 1953 na TODAMÉRICA - canta: Déo

154 - Meia noite (Wilson Batista - José Batista - Brazinha) - Marcha gravada em 1953 na TODAMÉRICA - canta: J.B. de Carvalho

155 - A mão do Alcides (Wilson Batista - Ferreira Gomes - Bruno Gomes) - Marcha gravada em 1953 na CONTINENTAL - canta: Moreira da Silva

156 - Suplício (Wilson Batista - Nóbrega de Macedo - Brazinha) - Samba gravado em 1953 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

157 - Miss Brasil (Wilson Batista - Jorge de Castro - Américo Seixas) - Marcha gravada em 1954 na TODAMÉRICA - canta: Vitor Bacelar

158 - Greve de alegria (Wilson Batista - Roberto Roberti - Arlindo Marques Júnior) - Samba gravado em 1954 na ODEON - canta: Alvarenga e Ranchinho II

159 - Inocente (Wilson Batista - Marcleo - Brazinha) - Samba gravado em 1954 na TODAMÉRICA - canta: Raul Moreno

160 - Eu lhe avisei (Wilson Batista - Alberto Jesus) - Samba gravado em 1954 na COLUMBIA - canta: Déo

161 - Cosme e Damião (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1953 na COPACABANA - canta: Jorge Veiga

162 - Tortura mental (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba balada gravado em 1954 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

163 - Desacato (Murilo Caldas - Wilson Batista) - Samba gravado em1955 na ODEON - canta: Murilo Caldas

164 - Marcha do j-j (Wilson Batista - Jorge Goulart) - Marcha gravada em 1955 na CONTINENTAL - canta: Jorge Goulart

165 - Mundo de Madeira (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em1955 na ODEON - canta: Orlando Silva

166 - Dolores Sierra (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba-canção gravado em 1956 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

167 - Nossa Senhora das Graças (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba-canção gravado em 1956 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

168 - Balzaqueana (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1956 na SINTER - canta: Pixinguinha e Sua Banda

169 - Mundo de zinco (Antonio Nássara - Wilson Batista) - Samba gravado em 1956 na SINTER - canta: Pixinguinha e Sua Banda

170 - Marcha das fãs (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Marcha gravada em 1956 na COPACABANA - canta: Blecaute

171 - Tião (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1956 na COPACABANA - canta: Dolores Duran

172 - Nega Luzia (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1956 na TODAMÉRICA - canta: Ciro Monteiro

173 - Vou pra Goiás (Wilson Batista - Antonio Nássara - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1956 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

174 - História da Lapa (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1957 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

175 - Marcha da fofoca (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Marcha gravada em 1957 na RCA VICTOR - canta: César de Alenca

176 - Prece ao sol (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado em 1958 na RCA VICTOR - canta: Nelson Gonçalves

177 - Eu e o mar (Wilson Batista - José Batista) - Samba-canção gravado em 1960 na ALBATROZ - canta: Luiz Vanderlei

178 - Dia dos meninos (Wilson Batista - Jorge de Castro) - Samba gravado na POPULAR em data indefinida - canta: Nuno Roland

179 - Não devemos brigar (Wilson Batista) - Samba gravado na COLUMBIA em data indefinida - canta: Dupla Verde e Amarelo